O sentido do dinheiro na vida dos 60+

Podemos estabelecer uma ligação entre as etapas da vida e a relação com o dinheiro

Historicamente, classificamos as fases da vida em três etapas: juventude, idade adulta e velhice. Surge dessa divisão a ideia de chamar a velhice de “terceira idade”.

Também é possível dividir a relação com o dinheiro em três etapas: GERAR, GERIR e USUFRUIR. Assim, podemos estabelecer uma ligação entre as etapas da vida e a relação com o dinheiro em cada uma delas.

A juventude, primeira das etapas, é marcada pela dependência financeira dos pais ou responsáveis. Em sociedades capitalistas como a nossa, a capacidade de gerar dinheiro é um dos fatores que caracterizam a entrada na fase adulta, a qual  traz mais responsabilidades e a necessidade, ou o desejo, de mais liberdade, planejamento e estabilidade.

Consequência natural para quem gera dinheiro com seu trabalho (ou ideias, projetos, etc.) é gerir o dinheiro da melhor forma possível. É comum que, no início da fase adulta, o dinheiro só seja o suficiente para “pagar as contas”. Com o tempo, surgem as possibilidades de gerar mais, gerir melhor e acumular para o futuro.

E aqui surge a terceira fase da relação com o dinheiro, a de usufruir.  Embora seja possível, e até mesmo desejável, usufruir do dinheiro em todas as fases da vida, a fase dos 60+ é a que mais proporciona situações para tal, pois as responsabilidades típicas da fase adulta (moradia, segurança, saúde, transporte, educação, etc.) já foram superadas e o próprio trabalho acontece em ritmo menos intenso e por outras motivações.  Mas o fato é que poucos chegam aos 60+ em condições de usufruir do dinheiro e o consenso geral aponta para a falta de planejamento como a causa principal.

Se todos sabem que é preciso planejamento financeiro, a questão é entender por que as pessoas que estão na fase adulta não planejam, embora a informação esteja cada vez mais disponível e existam instrumentos e produtos financeiros cada vez melhores e mais adequados.

Falta responder uma pergunta simples, mas profunda:

QUAL O SENTIDO DO DINHEIRO NA SUA VIDA?


*Texto produzido para o projeto Ideias para o Futuro 60+ publicado no Jornal Zero Hora em 19.10.19

André Luiz Machado

Sou sócio-fundador da MoneyMind® e especialista em comportamento financeiro. Trabalho com programas individuais, treinamentos e palestras nacionais e internacionais.

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