TRÊS COMPORTAMENTOS QUE AFASTAM VOCÊ DO SEU DINHEIRO

Fabiana M. Machado

Muitas vezes, lidar com o dinheiro não se resume a encontrar formas de aumentar a sua renda, controlar os gastos em uma planilha ou economizar para a aposentadoria. A relação com o dinheiro vai além das finanças e envolve a forma como você toma suas decisões financeiras e por que você age dessa forma.

É bem provável que você nem perceba os motivos que levam a tomar uma decisão que envolva dinheiro, mas certamente você lida com ele não apenas com base em informações, mas também com base nas suas emoções e sentimentos.

Por isso, mesmo que suas ações estejam no automático, é importante tomar consciência do que está guiando as suas decisões financeiras, pois alguns comportamentos podem afastar você do seu dinheiro, da sua liberdade financeira, e gerar dívidas e estresse. Será que você está agindo assim?

1. Não guardar porque ganha pouco ou não sobra

Não importa quanto dinheiro você tenha… Guardar dinheiro é um hábito. Não é quando você tiver dinheiro que irá se habituar a guardar. É adquirindo o hábito de guardar e economizar que você terá dinheiro.

Se você não consegue guardar dinheiro, pode começar de uma forma simples: coloque um cofrinho ou caixinha em um móvel à vista e vá juntando moedas, trocos. Com o passar do tempo, estabeleça um valor diário ou semanal. Envolva a sua família, principalmente se tiver crianças em casa. Você pode estabelecer uma meta para juntar uma quantia de dinheiro com o objetivo de adquirir algo, mas esse exercício é para que você tenha a sensação de ter o dinheiro perto de você.

Para quem está no mundo digital, defina um valor para guardar logo que receber o seu salário ou renda. E pode ser numa poupança. Para quem não tem o hábito de guardar e não sabe onde investir, esse é o primeiro passo. O importante é não deixar na conta, pois fica fácil de gastar.

E se você não está guardando dinheiro porque suas despesas estão altas, que tal rever os seus gastos e estilo de vida?

2. Achar que tudo é necessário

Algumas despesas são realmente necessárias para o dia a dia, como moradia, transporte, alimentação, vestuário, educação, e faz sentido usar o dinheiro para isso. Outras despesas, embora importantes, como eletrônicos, passeios, restaurantes, presentes, não são essenciais, mas, por algum motivo emocional, você passa a considerar como “necessários” e acaba gastando com elas.

Sem dúvida, aquele curso de inglês é muito importante para o seu currículo e aquela viagem irá trazer uma experiência incrível para sua família. No entanto, esses gastos são realmente necessários, principalmente quando a sua situação financeira atual não permite e você pode ficar endividado?

Uma roupa nova, muitas vezes, só corresponde a um prazer momentâneo, e um presente caro a uma pessoa querida não substitui a atenção e o afeto que você pode demonstrar até sem gastar nada.

Por isso, é importante tomar consciência das emoções que estão guiando as suas decisões e, assim, evitar gastos desnecessários.

3. “Aproveitar” as promoções

Você sai de casa para comprar alguns itens no supermercado ou fica navegando pela internet e se depara com uma promoção imperdível de algo que não procurava: Leve 4 e pague 3. Não importa o que seja, está feita a compra! Era tudo o que você precisava para justificar “gastar menos dinheiro”.

Mas, volte ao início…você não ia comprar o item que estava em promoção! Não ia gastar nada por ele… mas, por “sorte do destino”, ele estava em promoção, e, em vez de pagar 80, você economizou 20.

Parece um bom negócio… mas, na verdade, você gastou 60!

Já pensou em como você se comporta em relação ao dinheiro? Se você adota pelo menos um dos comportamentos acima está na hora de rever suas decisões. Suas finanças agradecem.

Fabiana M. Machado

Sócia-fundadora da MoneyMind®, especialista em comportamento financeiro, consultora e planejadora financeira e tributária.

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