Padrões mentais relacionados ao dinheiro

A imensa maioria dos artigos em jornais e revistas, das reportagens nos programas de televisão e várias outras formas de mídia focaliza a questão das finanças pessoais como a simples necessidade de elaborar uma planilha de controle das receitas e despesas da família, cortar os gastos desnecessários e todos os problemas financeiros estarão resolvidos.

Mas, se é tão simples assim, porque a maioria das pessoas até faz algum tipo de controle orçamentário, mas continua numa situação financeira pouco favorável?

A experiência adquirida ao longo dos anos tem me demonstrado que ensinar as pessoas a elaborar um orçamento doméstico deveria ser a última etapa do processo de planejamento financeiro, pois, assim como o peso de uma pessoa é resultado da quantidade de comida que ingere e de fatores fisiológicos de seu organismo, a situação financeira de um indivíduo é resultado do somatório de suas crenças e atitudes em relação ao dinheiro ao longo de sua vida.

Infelizmente, vivemos em uma época em que as pessoas estão fazendo o “jogo do dinheiro”.

Nesse jogo, o objetivo principal é abafar, camuflar o máximo possível, sentimentos tais como medo, vergonha e ansiedade, comuns de serem sentidos na relação com o dinheiro. Agindo dessa forma, as pessoas vão se desconectando de sua realidade interior, ao mesmo tempo em que abrem mão de compreender sua relação com o dinheiro e qual o real significado dele em suas vidas.

Entretanto, o dinheiro desempenha um papel por demais importante em nossas vidas e não podemos ficar inconscientes a isso, sob pena de nos deixarmos levar pela vida.

Adquirir consciência das coisas é o primeiro passo da mudança, pois não se pode mudar algo cuja existência ignoramos. Nesse site você pode fazer, de forma gratuita, o Teste do Dinheiro, um teste desenvolvido pela norte-americana Deborah L. Price, por meio do qual é possível conhecer suas características psicológicas na relação com o dinheiro.

Conscientes de nossos padrões mentais em relação ao dinheiro, podemos entendê-los e analisá-los de forma a avaliar se estamos satisfeitos com os resultados que esses padrões têm produzido. Caso os resultados não sejam satisfatórios, temos a condição de reprogramar nossos padrões mentais, ajustando os aspectos que julgarmos necessários.

Só então, teremos a condição de elaborar uma planilha de controle das receitas e despesas (orçamento doméstico) que seja capaz de nos dar alegrias, ao invés de aumentar a ansiedade, os medos e a frustrações ao lidar com o dinheiro.

André Luiz Machado

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